Florianópolis intensifica monitoramento da rã-touro em junho de 2026

Publicado por Marcelo Neves em 11 de junho de 2026 às 04:49. Atualizado em 11 de junho de 2026 às 04:49.

Florianópolis entrou em junho com um novo alerta ambiental no Norte da Ilha. A Fundação Municipal do Meio Ambiente, a Floram, ampliou o monitoramento da rã-touro após registros da espécie em Ratones.

O foco é conter uma invasora já classificada oficialmente em Santa Catarina. Segundo a prefeitura, a operação envolve Floram, UFSC, Ibama, IMA e ICMBio.

O caso ganha relevância porque a espécie foi confirmada no município apenas em 2025. Desde então, técnicos passaram a mapear áreas de ocorrência e a organizar respostas rápidas.

O que a Floram encontrou em Ratones

A administração municipal informou que 11 exemplares já foram capturados em duas ações de campo, realizadas entre novembro de 2025 e março de 2026.

Até agora, a presença da rã-touro foi confirmada em três propriedades de Ratones. Relatos de moradores sugerem que o animal pode estar no bairro há mais tempo.

O primeiro registro oficial em Florianópolis ocorreu em outubro de 2025. A partir daí, o município passou a adotar estratégia de detecção precoce e resposta rápida.

  • Primeiro registro oficial: outubro de 2025
  • Bairro monitorado: Ratones
  • Capturas realizadas: 11 espécimes
  • Áreas confirmadas: três propriedades
A rã-touro sendo observada em ambiente natural de Florianópolis
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Por que a espécie preocupa órgãos ambientais

A rã-touro, de nome científico Aquarana catesbeiana, é originária da América do Norte. Ela foi introduzida no Brasil para ranários e comércio de carne.

Com o fechamento de criadouros ao longo das décadas, houve escapes e solturas. Isso abriu caminho para a presença do anfíbio em ambientes naturais brasileiros.

No portal oficial da Polícia Civil, a orientação ao cidadão reforça que diversos registros e comunicações podem ser feitos online, 24 horas por dia, sem deslocamento, modelo citado pelo governo em ações de modernização do atendimento.

No caso ambiental, o risco está no comportamento generalista da rã-touro. Ela se alimenta de peixes, anfíbios, répteis e pequenos mamíferos, além de apresentar alta capacidade reprodutiva.

  • Preda espécies nativas
  • Pode facilitar desequilíbrios ecológicos
  • Exige resposta rápida para evitar dispersão
  • Demanda monitoramento contínuo

Testes, classificação e papel da comunidade

Os animais recolhidos foram enviados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC. As análises incluem testagem para ranavírus e quitridiomicose, patógenos que afetam anfíbios e peixes.

A espécie aparece como Categoria 1 na Resolução CONSEMA nº 272/2025, enquadramento que orienta o manejo da fauna exótica invasora em Santa Catarina.

A prefeitura também aposta em educação ambiental. A meta é envolver escolas, moradores e comunidades no reconhecimento do animal e no envio de informações aos técnicos.

O som da rã-touro é descrito como grave, semelhante ao mugido de um boi. Em caso de avistamento, a recomendação é não tentar capturar o animal.

  1. Identifique o local do avistamento
  2. Evite manejo por conta própria
  3. Registre fotos, se houver segurança
  4. Acione os canais indicados pela Floram

Para Florianópolis, o avanço do monitoramento transforma um registro isolado em pauta permanente. O desafio agora é impedir que a invasora se espalhe antes de ganhar escala no ecossistema local.

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