A Polícia Federal e a Polícia Civil apreenderam 14 celulares de alto valor no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, durante uma operação conjunta de fiscalização de voos e bagagens.
A ação envolveu a Delegacia de Proteção ao Turista, a Coordenadoria de Operações com Cães e equipes da PF. Segundo a apuração oficial, os aparelhos estavam sem comprovação de origem.
O caso abre uma frente sensível para a segurança aeroportuária da capital catarinense, porque une suspeita de receptação, uso de cães policiais e checagem de denúncias sobre passagens emitidas de forma fraudulenta.
Como a apreensão ocorreu no terminal de Florianópolis
De acordo com a Polícia Civil, a operação foi realizada na última sexta-feira, com fiscalização sobre passageiros, tripulação e materiais transportados em aeronaves que passaram pelo terminal.
Durante as diligências, os agentes usaram cães farejadores e protocolos de policiamento aeroportuário para ampliar a triagem de bagagens e reforçar o controle sobre cargas e objetos transportados.
Foi nesse contexto que uma passageira acabou abordada. Com ela, os policiais localizaram 14 telefones celulares considerados de alto valor comercial, mas sem documentação que comprovasse a procedência.
- Fiscalização de voos e bagagens
- Atuação integrada entre PCSC e PF
- Emprego de cães policiais
- Apreensão de eletrônicos sem origem comprovada

O que dizem as autoridades sobre o caso
Segundo a Polícia Civil, os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Proteção ao Turista, instalada no próprio aeroporto, para os procedimentos iniciais da investigação criminal.
A corporação informou que o caso foi enquadrado, em tese, como suposta prática de receptação, enquanto os celulares passam por identificação para rastrear origem e possíveis proprietários.
A apuração também incluiu verificação de relatos sobre emissões irregulares de passagens. Até aqui, a informação oficial disponível não detalha quantas pessoas foram formalmente autuadas nem o valor dos aparelhos.
- Os aparelhos serão periciados e identificados
- A origem dos bens ainda está sob investigação
- Eventuais donos podem ser localizados para devolução
Por que a operação amplia o foco sobre segurança aeroportuária
O episódio ocorre num ambiente de reforço institucional. A própria estrutura da PF em Santa Catarina mantém em Florianópolis sua superintendência regional e um posto de emissão de passaportes no eixo da SC-401.
Em outra frente recente, a Polícia Federal informou que deflagrou em 2 de junho uma operação contra corrupção e lavagem de dinheiro com base na Superintendência em Florianópolis.
Isso indica que a capital segue como ponto logístico relevante para ações federais no estado, tanto em áreas migratórias quanto em inteligência policial e repressão a crimes patrimoniais.
O que muda para passageiros e para a investigação
Para quem passa pelo Hercílio Luz, o caso sinaliza uma tendência de fiscalização mais visível sobre bagagens, eletrônicos e movimentações consideradas atípicas dentro do terminal.
Na prática, o trabalho integrado entre forças estaduais e federais deve manter abordagens direcionadas, sobretudo quando houver denúncia prévia, inconsistência documental ou suspeita sobre circulação de mercadorias.
A operação também reforça o papel da estrutura local da PF, cuja área de atuação formal abrange Florianópolis e dezenas de municípios catarinenses. Novas atualizações devem depender do avanço da identificação dos aparelhos apreendidos.
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