A Polícia Civil de Santa Catarina abriu um novo capítulo no combate ao crime organizado em Florianópolis ao avançar sobre o braço financeiro de uma facção que atuava no Morro do Caju.
A operação, divulgada em 11 de junho de 2026, cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueios cautelares de bens e contas bancárias na Capital.
Segundo a corporação, o foco agora não é apenas o confronto direto, mas seguir o dinheiro, rastrear patrimônio e responsabilizar operadores ligados à estrutura criminosa local.
O que a operação mirou em Florianópolis
De acordo com a Polícia Civil, a investigação alcançou um núcleo financeiro e patrimonial suspeito de lavar dinheiro para uma organização criminosa instalada no Morro do Caju.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital, a DECRIM, com apoio do 21º Batalhão da Polícia Militar.
Os investigadores buscam identificar pessoas envolvidas na movimentação de valores, na ocultação de patrimônio e na manutenção logística do grupo.
Segundo a apuração, os suspeitos teriam movimentado valores expressivos em curto espaço de tempo, incompatíveis com a renda formal apresentada.
- Mandados de busca e apreensão
- Bloqueio de bens e contas bancárias
- Apuração sobre lavagem de dinheiro
- Rastreamento de patrimônio supostamente ilícito

Por que o caso ganhou peso estratégico
O líder apontado pelas forças de segurança como referência criminosa da área morreu em janeiro de 2026, mas a investigação não foi encerrada.
Para a Polícia Civil, a continuidade do inquérito indica uma mudança de enfoque: desarticular a sustentação financeira do grupo remanescente.
A corporação afirma que o homem exercia influência territorial, intimidação de moradores, monitoramento policial, uso de drones e ocupação irregular de imóveis.
Essa descrição sugere uma estrutura mais complexa do que a atuação armada tradicional, com mecanismos de vigilância e proteção patrimonial.
- Identificar operadores financeiros
- Mapear bens e contas ligados aos investigados
- Verificar a origem dos recursos
- Produzir base probatória para responsabilização criminal
Como o caso se conecta ao reforço da segurança na Capital
O avanço sobre o caixa do crime ocorre num momento em que órgãos de segurança ampliam integração operacional em Santa Catarina.
Na semana anterior, a PRF informou que a fase de nivelamento da OTEC 2026 foi concluída em Florianópolis, reunindo PRF, Receita Federal, Polícia Militar e Polícia Civil.
A capacitação tratou de legalidade da abordagem, preservação do flagrante e padronização de procedimentos para enfrentamento à criminalidade.
Na prática, esse ambiente de cooperação tende a acelerar trocas de inteligência, algo decisivo em casos que envolvem patrimônio, contas e circulação de recursos.
Quais podem ser os próximos desdobramentos
A investigação deve avançar sobre documentos, movimentações bancárias, vínculos patrimoniais e eventuais laranjas usados para ocultar recursos.
Também cresce a pressão por presença permanente do Estado em áreas sensíveis da Capital e nos principais pontos de circulação.
Em outra frente, o governo estadual destacou que uma nova base da PMSC no Aeroporto Hercílio Luz funciona com atendimento permanente, reforçando prevenção e resposta rápida.
Se a ofensiva financeira produzir novas provas, Florianópolis pode assistir a uma etapa mais ampla de bloqueios, denúncias e confisco de patrimônio nos próximos meses.
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