Florianópolis: Polícia Civil desmantela facção no Morro do Caju

Publicado por Marcelo Neves em 23 de junho de 2026 às 22:49. Atualizado em 23 de junho de 2026 às 22:49.

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu um novo capítulo no combate ao crime organizado em Florianópolis ao avançar sobre o braço financeiro de uma facção que atuava no Morro do Caju.

A operação, divulgada em 11 de junho de 2026, cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueios cautelares de bens e contas bancárias na Capital.

Segundo a corporação, o foco agora não é apenas o confronto direto, mas seguir o dinheiro, rastrear patrimônio e responsabilizar operadores ligados à estrutura criminosa local.

O que a operação mirou em Florianópolis

De acordo com a Polícia Civil, a investigação alcançou um núcleo financeiro e patrimonial suspeito de lavar dinheiro para uma organização criminosa instalada no Morro do Caju.

A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital, a DECRIM, com apoio do 21º Batalhão da Polícia Militar.

Os investigadores buscam identificar pessoas envolvidas na movimentação de valores, na ocultação de patrimônio e na manutenção logística do grupo.

Segundo a apuração, os suspeitos teriam movimentado valores expressivos em curto espaço de tempo, incompatíveis com a renda formal apresentada.

  • Mandados de busca e apreensão
  • Bloqueio de bens e contas bancárias
  • Apuração sobre lavagem de dinheiro
  • Rastreamento de patrimônio supostamente ilícito
Ação da Polícia Civil em Florianópolis resultando na prisão de membros da facção
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Por que o caso ganhou peso estratégico

O líder apontado pelas forças de segurança como referência criminosa da área morreu em janeiro de 2026, mas a investigação não foi encerrada.

Para a Polícia Civil, a continuidade do inquérito indica uma mudança de enfoque: desarticular a sustentação financeira do grupo remanescente.

A corporação afirma que o homem exercia influência territorial, intimidação de moradores, monitoramento policial, uso de drones e ocupação irregular de imóveis.

Essa descrição sugere uma estrutura mais complexa do que a atuação armada tradicional, com mecanismos de vigilância e proteção patrimonial.

  1. Identificar operadores financeiros
  2. Mapear bens e contas ligados aos investigados
  3. Verificar a origem dos recursos
  4. Produzir base probatória para responsabilização criminal

Como o caso se conecta ao reforço da segurança na Capital

O avanço sobre o caixa do crime ocorre num momento em que órgãos de segurança ampliam integração operacional em Santa Catarina.

Na semana anterior, a PRF informou que a fase de nivelamento da OTEC 2026 foi concluída em Florianópolis, reunindo PRF, Receita Federal, Polícia Militar e Polícia Civil.

A capacitação tratou de legalidade da abordagem, preservação do flagrante e padronização de procedimentos para enfrentamento à criminalidade.

Na prática, esse ambiente de cooperação tende a acelerar trocas de inteligência, algo decisivo em casos que envolvem patrimônio, contas e circulação de recursos.

Quais podem ser os próximos desdobramentos

A investigação deve avançar sobre documentos, movimentações bancárias, vínculos patrimoniais e eventuais laranjas usados para ocultar recursos.

Também cresce a pressão por presença permanente do Estado em áreas sensíveis da Capital e nos principais pontos de circulação.

Em outra frente, o governo estadual destacou que uma nova base da PMSC no Aeroporto Hercílio Luz funciona com atendimento permanente, reforçando prevenção e resposta rápida.

Se a ofensiva financeira produzir novas provas, Florianópolis pode assistir a uma etapa mais ampla de bloqueios, denúncias e confisco de patrimônio nos próximos meses.

Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O editor-chefe mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.

Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves

Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

Participe com seu comentário

Veja também

Últimas notícias