Florianópolis entrou no centro da agenda nacional do agro nesta semana ao receber o Conbrapi 2026, maior encontro brasileiro de apicultura e meliponicultura, entre 13 e 16 de maio.
O congresso leva ao Centro de Eventos da capital cerca de 2,5 mil participantes, em um momento de debate sobre produção, sanidade, clima e mercado do mel.
Segundo a estimativa de público divulgada pela Epagri, o encontro marca a volta do congresso à cidade onde ocorreu sua primeira edição, em 1970.
Congresso recoloca Florianópolis na vitrine do setor
O evento reúne apicultores, meliponicultores, pesquisadores, estudantes, empresários e lideranças de vários estados. A programação começou na quarta-feira, 13 de maio, e segue até sexta-feira, 16.
A organização informa que o congresso foi estruturado para combinar atualização técnica, exposição de produtos e articulação institucional. O foco é acelerar inovação e difusão de conhecimento.
O Conbrapi 2026 é promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura e realizado por FAASC, Epagri e UFSC, com apoio de entidades públicas e privadas.
Florianópolis ganha relevância extra porque o congresso volta a ocorrer na cidade de origem. Esse dado reforça o peso simbólico da capital catarinense para a história do setor.
- Período: 13 a 16 de maio de 2026
- Local: Centro de Eventos de Florianópolis
- Formato: palestras, minicursos, trabalhos científicos e expofeira
- Público: produtores, técnicos, estudantes e empresas

Programação amplia debate sobre clima, polinização e mercado
A programação anunciada inclui mais de 100 palestrantes e 80 atividades técnicas, com temas ligados a sustentabilidade, mudanças climáticas, polinização e novos mercados.
No site oficial, a organização detalha que o encontro oferece mais de 150 palestras, 17 minicursos e expofeira aberta ao público, ampliando o escopo inicialmente divulgado.
Essa diferença mostra que o evento combina agenda científica, vitrine comercial e ações de formação. Para o setor, a diversidade da grade é estratégica.
Além dos debates, a expofeira funciona como ponto de contato entre produtores e fornecedores de equipamentos, insumos, tecnologias e serviços especializados.
Também há espaço para concursos, apresentação de pesquisas e atividades de educação ambiental. O desenho do congresso tenta conectar produção, ciência e conservação.
- sanidade das abelhas
- manejo produtivo
- impactos das mudanças climáticas
- políticas públicas para o setor
- novos canais de comercialização
Santa Catarina chega ao evento com peso crescente no mel
A escolha de Florianópolis dialoga com o desempenho recente de Santa Catarina no segmento. O estado aparece entre os principais polos brasileiros de produção e exportação.
Dados do Observatório Agro Catarinense mostram que Santa Catarina produziu 4.293.705 quilos de mel em 2024, com milhares de produtores na apicultura e na meliponicultura.
No mesmo período, o estado alcançou 5.476,8 toneladas exportadas, posição de terceiro maior exportador nacional. Parte desse volume inclui beneficiamento de mel vindo de outras regiões.
Esse cenário ajuda a explicar por que o congresso ocorre em território catarinense. O estado reúne produção, articulação institucional e presença empresarial relevante.
Para Florianópolis, o efeito imediato é ampliar o fluxo de visitantes técnicos e consolidar a cidade como sede de eventos especializados fora do circuito turístico tradicional.
Sanidade e defesa agropecuária entram no centro das discussões
Outro eixo do congresso é o controle sanitário. A Cidasc informou, dias antes do encontro, que apresentaria no evento ações de monitoramento, educação sanitária e investigação epidemiológica.
O tema ganhou destaque porque a saúde das colmeias afeta diretamente produtividade, qualidade do mel e polinização de diferentes culturas agrícolas.
Entre os pontos enfatizados está a necessidade de cadastro atualizado das colmeias. Esse mapeamento permite resposta mais rápida diante de riscos sanitários.
A lógica de vigilância por risco também deve aparecer nas discussões. Propriedades com maior circulação de colmeias tendem a exigir acompanhamento mais rigoroso.
- Cadastro de colmeias facilita políticas públicas.
- Monitoramento ajuda a detectar doenças e pragas.
- Educação sanitária reduz falhas de manejo.
- Controle fortalece produção e segurança alimentar.
O que acompanhar nos próximos dias em Florianópolis
Até 16 de maio, a expectativa é que o congresso produza anúncios, trocas técnicas e novos diagnósticos sobre o futuro da cadeia apícola brasileira.
Os principais sinais a observar são participação do público, repercussão das pautas sanitárias e possíveis encaminhamentos para ampliar competitividade e sustentabilidade.
Se a mobilização se confirmar, Florianópolis encerra a semana não apenas como sede de um congresso setorial, mas como palco de um debate nacional sobre abelhas, alimento e clima.
Em 2026, quando eventos especializados disputam espaço e atenção, a capital catarinense ganha visibilidade ao hospedar um encontro que conecta ciência, produção e mercado.
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