Florianópolis recebe Conbrapi 2026 com 2,5 mil participantes ativos

Publicado por Marcelo Neves em 14 de maio de 2026 às 08:49. Atualizado em 14 de maio de 2026 às 08:49.

Florianópolis entrou no centro da agenda nacional do agro nesta semana ao receber o Conbrapi 2026, maior encontro brasileiro de apicultura e meliponicultura, entre 13 e 16 de maio.

O congresso leva ao Centro de Eventos da capital cerca de 2,5 mil participantes, em um momento de debate sobre produção, sanidade, clima e mercado do mel.

Segundo a estimativa de público divulgada pela Epagri, o encontro marca a volta do congresso à cidade onde ocorreu sua primeira edição, em 1970.

Congresso recoloca Florianópolis na vitrine do setor

O evento reúne apicultores, meliponicultores, pesquisadores, estudantes, empresários e lideranças de vários estados. A programação começou na quarta-feira, 13 de maio, e segue até sexta-feira, 16.

A organização informa que o congresso foi estruturado para combinar atualização técnica, exposição de produtos e articulação institucional. O foco é acelerar inovação e difusão de conhecimento.

O Conbrapi 2026 é promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura e realizado por FAASC, Epagri e UFSC, com apoio de entidades públicas e privadas.

Florianópolis ganha relevância extra porque o congresso volta a ocorrer na cidade de origem. Esse dado reforça o peso simbólico da capital catarinense para a história do setor.

  • Período: 13 a 16 de maio de 2026
  • Local: Centro de Eventos de Florianópolis
  • Formato: palestras, minicursos, trabalhos científicos e expofeira
  • Público: produtores, técnicos, estudantes e empresas
Participantes interagindo em Florianópolis na Conbrapi 2026
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Programação amplia debate sobre clima, polinização e mercado

A programação anunciada inclui mais de 100 palestrantes e 80 atividades técnicas, com temas ligados a sustentabilidade, mudanças climáticas, polinização e novos mercados.

No site oficial, a organização detalha que o encontro oferece mais de 150 palestras, 17 minicursos e expofeira aberta ao público, ampliando o escopo inicialmente divulgado.

Essa diferença mostra que o evento combina agenda científica, vitrine comercial e ações de formação. Para o setor, a diversidade da grade é estratégica.

Além dos debates, a expofeira funciona como ponto de contato entre produtores e fornecedores de equipamentos, insumos, tecnologias e serviços especializados.

Também há espaço para concursos, apresentação de pesquisas e atividades de educação ambiental. O desenho do congresso tenta conectar produção, ciência e conservação.

  • sanidade das abelhas
  • manejo produtivo
  • impactos das mudanças climáticas
  • políticas públicas para o setor
  • novos canais de comercialização

Santa Catarina chega ao evento com peso crescente no mel

A escolha de Florianópolis dialoga com o desempenho recente de Santa Catarina no segmento. O estado aparece entre os principais polos brasileiros de produção e exportação.

Dados do Observatório Agro Catarinense mostram que Santa Catarina produziu 4.293.705 quilos de mel em 2024, com milhares de produtores na apicultura e na meliponicultura.

No mesmo período, o estado alcançou 5.476,8 toneladas exportadas, posição de terceiro maior exportador nacional. Parte desse volume inclui beneficiamento de mel vindo de outras regiões.

Esse cenário ajuda a explicar por que o congresso ocorre em território catarinense. O estado reúne produção, articulação institucional e presença empresarial relevante.

Para Florianópolis, o efeito imediato é ampliar o fluxo de visitantes técnicos e consolidar a cidade como sede de eventos especializados fora do circuito turístico tradicional.

Sanidade e defesa agropecuária entram no centro das discussões

Outro eixo do congresso é o controle sanitário. A Cidasc informou, dias antes do encontro, que apresentaria no evento ações de monitoramento, educação sanitária e investigação epidemiológica.

O tema ganhou destaque porque a saúde das colmeias afeta diretamente produtividade, qualidade do mel e polinização de diferentes culturas agrícolas.

Entre os pontos enfatizados está a necessidade de cadastro atualizado das colmeias. Esse mapeamento permite resposta mais rápida diante de riscos sanitários.

A lógica de vigilância por risco também deve aparecer nas discussões. Propriedades com maior circulação de colmeias tendem a exigir acompanhamento mais rigoroso.

  1. Cadastro de colmeias facilita políticas públicas.
  2. Monitoramento ajuda a detectar doenças e pragas.
  3. Educação sanitária reduz falhas de manejo.
  4. Controle fortalece produção e segurança alimentar.

O que acompanhar nos próximos dias em Florianópolis

Até 16 de maio, a expectativa é que o congresso produza anúncios, trocas técnicas e novos diagnósticos sobre o futuro da cadeia apícola brasileira.

Os principais sinais a observar são participação do público, repercussão das pautas sanitárias e possíveis encaminhamentos para ampliar competitividade e sustentabilidade.

Se a mobilização se confirmar, Florianópolis encerra a semana não apenas como sede de um congresso setorial, mas como palco de um debate nacional sobre abelhas, alimento e clima.

Em 2026, quando eventos especializados disputam espaço e atenção, a capital catarinense ganha visibilidade ao hospedar um encontro que conecta ciência, produção e mercado.

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