A Prefeitura de Florianópolis abriu um novo flanco de planejamento urbano ao detalhar uma rede verde para Coqueiros e Estreito, na região continental da capital, com foco em calor, drenagem e mobilidade.
O projeto foi publicado na plataforma oficial de planejamento urbano e prevê intervenções estruturais em uma área de aproximadamente 399 hectares, uma das mais adensadas da cidade.
A proposta marca um avanço distinto das ações recentes já anunciadas pela prefeitura e concentra esforços em adaptação climática, requalificação viária e recuperação ambiental no eixo continental.
Projeto mira calor urbano, alagamentos e travessias inseguras
Segundo o material técnico municipal, a área entre Coqueiros e Estreito sofre com ilhas de calor, baixa cobertura arbórea, poluição hídrica e alagamentos recorrentes.
O plano também mira barreiras à circulação de pedestres e ciclistas, sobretudo no entorno da BR-282 e da Avenida Governador Ivo Silveira.
A prefeitura informou que a proposta foi selecionada pelo programa acelerador de soluções climáticas liderado pelo WRI Brasil, com apoio da Google.org.
Na prática, o desenho urbano combina infraestrutura verde, drenagem e espaços públicos para reduzir impactos ambientais e ampliar conforto térmico.
- Criação de corredores arborizados
- Requalificação de áreas de lazer
- Melhoria de travessias urbanas
- Soluções para retenção e filtragem da água

Números do plano mostram escala da intervenção
O documento oficial prevê 16 corredores verdes com 24,9 quilômetros de vias qualificadas, conectando equipamentos públicos, áreas sociais e espaços livres.
Também estão previstas 13 novas áreas verdes de lazer e a qualificação de outras 20 já existentes, ampliando a rede ambiental da porção continental.
Outro eixo sensível é a travessia urbana. O plano inclui uma nova transposição da BR-282 e melhorias em sete passagens já existentes.
Na drenagem, a proposta reúne wetland, jardins filtrantes, bacias de retenção e centenas de jardins de chuva para enfrentar pontos de alagamento.
- 81 parklets verdes ao longo das vias
- 19,6 hectares de sistema viário arborizado
- 13 edifícios públicos com intervenções climáticas
- 31 pontos de ônibus adaptados
Impacto esperado atinge moradores e rotina da região
De acordo com a prefeitura, a expectativa é reduzir a temperatura média da área em 1,3°C e em até 2,5°C nos corredores verdes.
O impacto direto estimado alcança mais de 23 mil moradores, com reflexos esperados também sobre a mobilidade e a dinâmica econômica local.
Em outra frente recente de reorganização territorial, o município consolidou por decreto a delimitação oficial dos bairros de Florianópolis, reforçando a base técnica para intervenções urbanas.
Nessa divisão, Coqueiros e Estreito aparecem entre os núcleos mais relevantes da região continental, onde densidade populacional e pressão urbana exigem respostas de longo prazo.
Próximas etapas dependem de projetos executivos e recursos
O cronograma ainda não fixa início de obras. Antes disso, o município terá de concluir estudos, licenciamento, governança e captação de recursos.
A proposta surge poucos dias depois de a gestão municipal publicar 71 portarias para reforçar a rede de ensino da capital, sinalizando uma agenda administrativa espalhada por diferentes áreas.
No caso do corredor verde continental, porém, o peso político e urbano é maior: trata-se de uma intervenção com ambição estrutural e efeitos que podem durar décadas.
Se sair do papel, o projeto poderá reposicionar a região continental de Florianópolis como laboratório local de adaptação climática, mobilidade ativa e desenho urbano mais resiliente.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O editor-chefe mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.
Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves
Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

