Florianópolis foi escolhida para sediar, nesta semana, a prova piloto do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. O teste antecede a operação nacional prevista para 2028.
A capital catarinense aparece entre as cinco cidades selecionadas pelo IBGE para validar metodologia, questionário e logística. A iniciativa amplia a pressão por dados mais precisos sobre um grupo historicamente subnotificado.
Segundo o instituto, a primeira prova piloto do levantamento começou com Florianópolis entre as cidades escolhidas, em uma etapa considerada decisiva para ajustar o recenseamento.
Por que Florianópolis entrou no teste do IBGE
A seleção da capital envolve características urbanas e territoriais úteis para calibrar o projeto. A cidade combina áreas centrais, regiões turísticas, bairros populosos e circulação intensa de pessoas.
O objetivo do piloto é testar abordagem em campo, rotas, horários e formas de identificação dos pontos onde essa população pernoita ou permanece durante o dia.
O IBGE informou que o censo nacional deve ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, com divulgação inicial dos resultados em dezembro do mesmo ano.
- Teste de questionário e linguagem de abordagem
- Mapeamento de rotinas e deslocamentos urbanos
- Validação da operação antes da fase nacional
A discussão ganhou tração local após a Assembleia Legislativa destacar que Florianópolis sedia nesta semana a prova piloto do censo, reforçando o peso institucional da etapa.
O que será testado nas ruas
Diferentemente de levantamentos domiciliares, a operação exige metodologia própria. As equipes precisam considerar deslocamentos frequentes, vínculos frágeis com endereços fixos e horários de maior concentração.
Também entram na avaliação temas sensíveis, como segurança dos recenseadores, padronização da coleta e articulação com redes locais de assistência social e direitos humanos.
O piloto deve mostrar quais perguntas funcionam melhor e onde existem lacunas operacionais. Isso pode influenciar diretamente a qualidade do levantamento nacional.
- Identificação dos locais de permanência
- Aplicação experimental do questionário
- Ajuste da logística e dos protocolos
Impacto local e próximos passos
Para Florianópolis, o teste coloca a cidade no centro de uma agenda nacional de políticas públicas. Sem base estatística confiável, planejamento social e financiamento tendem a ficar mais frágeis.
O próprio IBGE já desmentiu boatos sobre rankings prontos e lembrou que os resultados oficiais ainda não existem porque o censo nacional só será realizado em 2028.
Até lá, a experiência em Florianópolis servirá como referência técnica. Se os testes confirmarem a metodologia, o país dará um passo inédito para medir com mais rigor essa realidade.
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Editor: Marcelo Menezes
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