A UFSC realiza nesta sexta-feira, 22 de maio, em Florianópolis, um workshop voltado ao possível El Niño 2026/27. O encontro reúne especialistas para discutir impactos e medidas de preparação.
Segundo a agenda oficial da universidade, a programação começou às 8h20 e foi aberta ao público. A iniciativa é coordenada pelo professor Reinaldo Haas, do Departamento de Física.
O tema ganhou peso extra porque a previsão estadual desta sexta indica frio persistente, aumento de nebulosidade e possibilidade de chuva isolada à noite na capital catarinense.
UFSC coloca risco climático no centro do debate
Na divulgação institucional, a universidade informa que o evento discute estratégias de enfrentamento aos efeitos hidrometeorológicos associados ao próximo ciclo do fenômeno no Sul do Brasil.
O workshop ocorre no Auditório do EFI, em Florianópolis, e busca aproximar pesquisadores, gestores públicos e moradores. A proposta é transformar projeções técnicas em orientações práticas.
A própria programação divulgada pela UFSC para 22 de maio destaca que o objetivo é antecipar cenários e apresentar recomendações para autoridades e população.
- Discussão sobre riscos hidrometeorológicos
- Participação de especialistas e público externo
- Foco em prevenção e resposta antecipada

Por que o assunto interessa diretamente a Florianópolis
Florianópolis convive com vulnerabilidades típicas de uma capital insular. Chuvas intensas, mar agitado, deslizamentos pontuais e transtornos à mobilidade costumam elevar a pressão sobre serviços públicos.
Nesta sexta, a Defesa Civil de Santa Catarina informou que o mar segue agitado entre a Grande Florianópolis e o Litoral Sul, com ondas entre 2,0 e 2,5 metros.
O boletim também aponta risco baixo a pontualmente moderado para ocorrências associadas a alagamentos, além de manutenção do frio intenso em várias áreas do estado.
Esses elementos ajudam a explicar por que a previsão oficial para os próximos cinco dias foi incorporada ao debate sobre resiliência urbana na capital.
- Monitoramento de chuva e drenagem
- Atenção à agitação marítima
- Planejamento para resposta rápida
Debate chega em meio à revisão de políticas urbanas
O seminário ocorre enquanto a prefeitura avança em frentes de planejamento ligadas à mobilidade e ao desenho urbano. Isso amplia o alcance político das discussões técnicas feitas nesta sexta-feira.
No processo de revisão do PlanMob, a administração municipal defende mudança de modelo e afirma que Florianópolis atingiu o limite de uma lógica centrada no automóvel.
Esse diagnóstico pesa quando o assunto é clima. Eventos extremos afetam deslocamentos, transporte coletivo, circulação a pé e acesso a áreas mais vulneráveis.
- Mapear cenários de risco
- Integrar previsão climática e gestão urbana
- Orientar ações preventivas com base em evidências
No portal municipal, a gestão informa que a pesquisa de mobilidade faz parte da atualização do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, estudo conduzido com apoio da Fipe.
Com isso, o workshop da UFSC não fica restrito ao ambiente acadêmico. Ele entra no radar de uma cidade que tenta planejar infraestrutura, circulação e prevenção antes de novos episódios climáticos severos.
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