A agenda friburguense desta terça-feira, 9 de junho de 2026, ganha peso econômico com a abertura da Fevest Inspire 2026, feira que recoloca Nova Friburgo no centro da moda íntima nacional.
O evento ocorre entre hoje e 11 de junho no Country Clube, com expectativa de ampliar negócios, vitrine para marcas locais e visibilidade para um setor decisivo na renda municipal.
Segundo dados apresentados no lançamento oficial, o polo responde por 32% da economia local, reúne cerca de 3.500 confecções ativas e gera mais de 28 mil empregos.
Fevest começa hoje e reforça peso industrial de Nova Friburgo
A abertura da feira nesta terça marca o início da 35ª edição do principal encontro de lingerie, moda praia, fitness e matéria-prima do município.
De acordo com a Fevest Inspire 2026, realizada de 9 a 11 de junho no Nova Friburgo Country Clube, a proposta é transformar criatividade e inovação em negócios.
O movimento interessa diretamente à economia friburguense porque a feira funciona como vitrine comercial, ponto de relacionamento e instrumento de reposicionamento competitivo das marcas da cidade.
No lançamento, representantes do setor e do poder público defenderam que a edição deste ano pode consolidar um novo salto de modernização industrial.
- Feira ocorre de 9 a 11 de junho.
- Evento chega à 35ª edição.
- Encontro reúne indústria, compradores e fornecedores.
- Nova Friburgo tenta ampliar presença nacional e internacional.
Números mostram por que o setor virou prioridade local
Os dados divulgados na apresentação ajudam a explicar por que a moda íntima segue tratada como ativo estratégico em Nova Friburgo.
O Sindvest informou que o segmento concentra milhares de empresas e sustenta uma cadeia produtiva que vai muito além das confecções, alcançando logística, vendas, design e serviços.
A Firjan destacou que a região responde por 35% da produção nacional de lingerie, indicador que projeta o polo friburguense para além do mercado regional.
Na prática, o resultado é uma dependência econômica relevante: quando a feira cresce, o comércio, a hotelaria, o transporte e os serviços locais também capturam parte desse fluxo.
- 32% da economia local vinculada ao setor.
- 3.500 confecções ativas no polo.
- Mais de 28 mil empregos diretos e indiretos.
- 35% da produção nacional de lingerie atribuída à região.
Feira chega com discurso de inovação e avanço tecnológico
O lançamento da edição de 2026 não ficou restrito ao calendário do evento. Ele veio acompanhado de um anúncio industrial considerado relevante para pequenas e médias confecções.
Durante a cerimônia, o presidente do Sindvest, Gustavo Moraes, apresentou o projeto Acelera Moda, em parceria com a Firjan SENAI, para ampliar o acesso ao corte automatizado.
A iniciativa prevê uma mesa de corte automatizada disponível a empresas que ainda não possuem esse equipamento ou desejam testar novos processos produtivos.
Para um setor pressionado por prazo, custo e padronização, a medida sinaliza busca por ganho de produtividade sem romper com a base empresarial local, formada em grande parte por pequenos negócios.
- Reduzir gargalos no corte.
- Dar acesso compartilhado à tecnologia.
- Elevar competitividade das confecções.
- Estimular inovação com custo mais viável.
Histórico recente indica potencial de negócios para 2026
Os organizadores usam os números da edição anterior como argumento para sustentar a aposta em uma rodada mais robusta neste ano.
Segundo o balanço do lançamento, em 2025 a feira recebeu 21 compradores, vindos de 13 estados brasileiros e de cinco países, além de 129 expositores.
O mesmo levantamento aponta público de 5.530 pessoas, com mais de meio milhão de dólares em negócios ligados ao programa SindExporta.
Esses dados ajudam a explicar por que a edição iniciada hoje é tratada como teste concreto para medir a capacidade do polo de converter reputação industrial em contratos.
Em cobertura recente, a imprensa regional também ressaltou que a Fevest 2026 reforça a posição de Nova Friburgo como polo estratégico da moda íntima e têxtil na América Latina.
Impacto vai além da indústria e alcança a cidade inteira
A feira abre hoje num momento em que Nova Friburgo tenta combinar vocação industrial, calendário de eventos e fortalecimento da economia criativa.
Esse efeito multiplicador aparece porque visitantes, compradores e representantes comerciais pressionam positivamente setores como hospedagem, alimentação e mobilidade urbana.
Ao mesmo tempo, o evento ajuda a sustentar a imagem da cidade como destino de negócios, e não apenas de turismo climático ou de lazer.
Essa combinação entre indústria e circulação de público ocorre na mesma semana em que a cidade também recebe programação cultural ampliada, como as atividades gratuitas pelos 25 anos da Usina Cultural Energisa, o que amplia o ambiente de movimentação urbana.
Para o setor produtivo, o desafio agora é transformar visibilidade em encomendas, parcerias e expansão comercial duradoura depois do encerramento da feira.
O que observar a partir desta terça-feira
A partir de hoje, três indicadores devem orientar a leitura sobre o sucesso da Fevest Inspire 2026 em Nova Friburgo.
- Volume de compradores efetivamente presentes.
- Capacidade de gerar negócios no curto prazo.
- Adesão das empresas locais à pauta de inovação.
- Reflexos imediatos em serviços e comércio urbano.
Se esses pontos avançarem, a edição de 2026 pode consolidar um discurso que o setor repete há anos: o de que a moda íntima continua sendo o principal motor privado da economia friburguense.
Se ficarem aquém da expectativa, o evento ainda preservará valor simbólico, mas sairá devendo em sua função central, que é transformar tradição produtiva em escala comercial.
Por enquanto, o fato objetivo desta terça é claro: a abertura da Fevest recoloca Nova Friburgo diante do seu principal cartão econômico e industrial.
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