A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16), a Operação Comando SC para combater um grupo criminoso suspeito de utilizar documentos falsos para acessar contas bancárias e subtrair valores de clientes da Caixa Econômica Federal. A ação apura a atuação do grupo nos estados de Santa Catarina e Paraná. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos falsificados para obter acesso indevido às contas das vítimas, incluindo a alteração de dados biométricos, o que permitia a invasão dos perfis bancários e a realização de saques e transferências fraudulentas.
Com base nas diligências, a PF identificou a possibilidade de novos movimentos do grupo e deflagrou a operação de forma preventiva. Na manhã de hoje, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados a investigados no município de Palhoça, na Grande Florianópolis.
As apurações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder pelo crime de estelionato contra entidade de direito público federal.
No Brasil, os investigados por esse tipo de esquema podem responder por estelionato, que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, podendo chegar a 4 a 8 anos quando configurada a modalidade de fraude eletrônica. Além disso, também podem ser enquadrados por falsificação de documento público ou particular, cujas penas variam de 1 a 6 anos de prisão, bem como por uso de documento falso, cuja punição é equivalente à da falsificação.
Como esses delitos podem ser somados, a condenação final não é fixa e depende da participação de cada envolvido, da quantidade de vítimas e dos valores obtidos, podendo resultar em penas que, na prática, ultrapassam 10 anos de reclusão em situações mais graves.
A operação faz parte de uma série de ações da Polícia Federal voltadas ao enfrentamento de fraudes bancárias e crimes cibernéticos em todo o país.


