
Paulo Prisco Paraíso e mais quatro membros deixam o conselho da SAF do Figueirense. A noite de segunda-feira marcou mais um capítulo decisivo na recente e turbulenta história do Figueirense. Em reunião do Conselho Deliberativo, os conselheiros decidiram, por 52 votos a 21, não homologar os membros da SAF do clube. Com isso, ficaram vagos os cargos de Paulo Prisco Paraíso, presidente da SAF, de José Carlos Lages, vice-presidente, e dos membros João Gonçalves Filho, Gabriel Richter Pires e Fabiano Lehmkuhl Gerber.
Diante da decisão, o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Antônio Miranda, passa a acumular, neste momento, as funções de presidente do Conselho e também da SAF do Figueirense. O próximo passo do processo institucional será a indicação de novos nomes para compor o conselho da SAF. Essa atribuição cabe ao presidente da Associação do Figueirense, José Tadeu Cruz, que deverá apontar cinco novos membros para posterior análise e votação em nova reunião do Conselho Deliberativo.
Informações de bastidores indicam que deve ocorrer nos próximos dias uma reunião entre José Tadeu Cruz e Antônio Miranda justamente para buscar consenso na escolha desses nomes. A ideia é construir uma composição que conduza o clube neste momento de transição até a definição de um futuro investidor para a SAF.
Por enquanto, permanecem mantidos os cargos do CEO Rafael Franzoni, do diretor executivo de futebol Daniel Kaminski e de todos os demais funcionários da SAF. A estrutura administrativa segue funcionando normalmente enquanto o clube atravessa esse processo de reorganização.
Nos bastidores também se discute a possibilidade de formação de um grupo de transição que auxiliaria os novos membros da SAF na condução do clube. Entretanto, ainda não está claro quem faria parte desse grupo ou quem lideraria esse eventual processo.
Paralelamente, existem duas possibilidades de propostas para aquisição da SAF. Uma delas ligada à Kactus Hub e outra liderada pelo empresário Edson da Silva. Até o momento, contudo, nenhuma proposta formal e definitiva foi apresentada. A expectativa nos bastidores é de que até sexta-feira essas ofertas sejam protocoladas.
Quando isso ocorrer, os documentos serão analisados inicialmente por uma comissão formada por sete conselheiros, responsável por avaliar os aspectos jurídicos, econômicos e contábeis das propostas antes de levá-las ao plenário do Conselho Deliberativo.
Rumores sobre contratação de novo executivo de futebol no Figueirense não são confirmadas. Também circularam rumores sobre a possível contratação do executivo de futebol Júlio Rondinelli e sobre empresários locais que bancariam uma transição no futebol. No entanto, consultando diferentes fontes dentro do Conselho, essas informações não foram discutidas oficialmente na reunião e, portanto, permanecem apenas no campo da especulação.
O fato concreto é que o Figueirense vive um novo momento institucional. A decisão do Conselho foi um primeiro passo importante dentro de uma lógica empresarial: quando os resultados não aparecem, mudanças são naturais. Agora, mais do que nunca, o clube precisa conduzir essa transição com serenidade, responsabilidade e planejamento, para que o futuro não repita os erros do passado.
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