
O camelódromo de Florianópolis, ao lado do Mercado Público, no Centro, pode passar por uma transformação e virar uma praça. É o que indica o ousado projeto do escritório dinamarquês Gehl Architects apresentado em evento na capital catarinense na quarta-feira (18).
A proposta prioriza uma cidade focada nas pessoas e visa transformar a estrutura urbana do Centro. Um dos eixos do projeto é a modificação da rua Francisco Tolentino e do entorno do Mercado Público.
O projeto de longo prazo visa transformar o local em uma nova praça-jardim no Centro de Florianópolis. Com cerca de 8 mil metros quadrados, o espaço foi concebido como um ambiente urbano multifuncional voltado à permanência de pessoas, à convivência e ao fortalecimento do comércio local.
Com o projeto, as estruturas ocupadas pelo Camelódromo e por quiosques seriam reorganizadas. As atividades seriam realocadas para novas estruturas comerciais dentro da própria praça, integrando os negócios ao novo desenho urbano.
A ideia é ampliar a permanência de pessoas no local, reduzir ilhas de calor e integrar melhor o Mercado à região do TICEN e aos fluxos de pedestres do Centro, destaca a organização do projeto.
A proposta prevê que a rua Francisco Tolentino passe a integrar o espaço da praça, com pavimentos nivelados às calçadas e prioridade para pedestres. O desenho urbano também prevê espaços flexíveis para diferentes usos ao longo do dia e da semana, incluindo áreas para feiras, eventos culturais e convivência cotidiana.
O projeto inclui vegetação nativa, superfícies permeáveis e jardins de chuva voltados à gestão das águas pluviais, além de estruturas de sombra, assentos públicos diversificados e iluminação projetada na escala do pedestre.
Entre os elementos propostos estão pavilhões gastronômicos, quiosques, fonte interativa de água no solo, áreas de brincar e espaços ampliados para mesas e cadeiras de bares e restaurantes.
O trabalho do escritório dinamarquês teve investimento de R$ 1,2 milhão e foi financiado pela CDL Florianópolis e ACIF (Associação Empresarial de Florianópolis). De início, três pontos foram escolhidos: a região do Mercado Público, a rua e praça Esteves Júnior e a Beira-mar Norte.
O material “Floripa Centro: Repensando os espaços públicos para as pessoas” foi apresentado pelos arquitetos Esben Kristensen e Rute Ferreira, da Gehl Architects, e entregue ao prefeito Topázio Neto. A partir de agora, caberá ao município avaliar as diretrizes, desenvolver os projetos executivos e buscar recursos para viabilizar a implementação.
“É uma visão da cidade que a gente quer para o futuro, das intervenções urbanas que precisariamos fazer para que essa cidade se aproxime daquilo que esperamos. Vamos começar por aquelas entregas que podem ser feitas de maneira mais rápida, planejar aquelas de médio prazo e levantar recursos para as de longo prazo”, destacou Topázio à reportagem.
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