Mulheres com diagnóstico de câncer do colo do útero e lesões precursoras da doença em Santa Catarina têm acesso ampliado à vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente da idade. A medida, da Secretaria da Saúde, inclui pacientes com Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) de graus 2 e 3 e adenocarcinoma in situ (AIS), já em vigor em todo o estado. A imunização está disponível nas salas de vacina da rede pública. Para receber a dose, as pacientes devem procurar uma unidade de saúde do município onde residem e apresentar prescrição médica com o diagnóstico que enquadra a indicação da vacina.
A mudança elimina a necessidade de solicitação de imunobiológicos especiais, o que deve simplificar e acelerar o acesso ao imunizante para mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico. A recomendação é que a vacinação seja realizada, preferencialmente, no mesmo ano do procedimento cirúrgico relacionado às lesões, podendo ocorrer no período perioperatório ou em até 12 meses após o tratamento. O esquema vacinal prevê três doses, aplicadas nos intervalos de zero, dois e seis meses.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi, a ampliação está alinhada a evidências científicas que indicam benefício da imunização mesmo após intervenções cirúrgicas. “A vacinação contribui para melhores resultados clínicos e oferece maior proteção a longo prazo”, afirmou.
Estudos apontam que a aplicação da vacina contra o HPV após o tratamento cirúrgico está associada à redução da recorrência de lesões como NIC 2 e NIC 3, quando comparada à ausência de imunização.


