
Num universo de 50 milhões de brasileiros que usam ferramentas de IA, cresce também o número de quem as vê como “ferramenta terapêutica”. Em busca de respostas para impasses cotidianos ou conflitos interpessoais, lançam perguntas curiosas aos robôs também no campo da saúde mental.
Atento ao tema, o Conselho Federal de Psicologia produziu três materiais: um livro, uma cartilha e um guia para usuários e profissionais da saúde mental. As publicações trazem diretrizes, panorama do desafio e informações sobre como proteger dados e saúde mental.
O acesso imediato, geralmente gratuito, sem espera por consulta, e o ambiente sem julgamentos facilitam o desabafo, especialmente de quem teme falar de si a outro ser humano. Mas há riscos e implicações éticas: a IA não compreende subjetividades, nuances, silêncios ou histórias de vida complexas. A tendência à concordância e a imprevisibilidade podem representar perigo, como aponta o CFP, com exemplos de usos que terminaram mal. Há também risco de dependência: uso excessivo pode isolar e criar a falsa sensação de estar em terapia.
A apresentadora do podcast A Coisa + Aleatória, Bianka Any Garcia, aborda o tema contemporâneo, que virou também disciplina acadêmica. Importante: IAs para apoio emocional não substituem psicólogos e terapeutas.
Para ajuda imediata e confidencial, ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida) – 188.
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