Florianópolis entrou na reta final para mudar uma regra tributária que afeta produtores, transportadores e empresas que ainda usam documentos fiscais antigos em Santa Catarina.
O ponto central é a obrigatoriedade da NF-e e da NFA-e a partir de 1º de junho de 2026, conforme decreto estadual publicado em Florianópolis no fim de abril.
A medida tem alcance estadual, mas ganha peso político e operacional na capital, onde estão a sede do governo catarinense, a Secretaria da Fazenda e parte da estrutura técnica responsável pela transição.
Decreto publicado em Florianópolis antecipa nova exigência fiscal
O governo de Santa Catarina oficializou a mudança por meio do Decreto nº 1.500, de 28 de abril de 2026, com efeitos sobre a emissão de documentos fiscais no estado.
O texto determina que a NFA-e será obrigatória a partir de 1º de junho de 2026 em substituição à nota fiscal avulsa nas hipóteses previstas pela legislação catarinense.
Também passa a ser obrigatória, na mesma data, a NF-e modelo 55 no lugar da nota fiscal modelo 1 ou 1-A para contribuintes inscritos no CCICMS.
O decreto foi assinado em Florianópolis pelo governador Jorginho Mello e pelos secretários Henrique de Freitas Junqueira e Cleverson Siewert, segundo a publicação da Fazenda estadual.
- Publicação do decreto: 28 de abril de 2026
- Início da obrigatoriedade: 1º de junho de 2026
- Documento exigido: NF-e modelo 55
- Alternativa prevista: NFA-e

Quem pode ser impactado pela nova regra em Santa Catarina
A alteração tende a atingir principalmente pequenos negócios, produtores e operadores que ainda mantinham rotinas baseadas em documentos mais antigos ou em emissão eventual.
Na prática, a digitalização reduz espaço para papéis físicos e amplia a rastreabilidade das operações, o que interessa ao Fisco e aumenta a necessidade de adaptação rápida.
Empresas da Grande Florianópolis devem sentir o efeito primeiro por estarem mais integradas às cadeias logísticas, comerciais e de serviços concentradas na capital.
Para quem ainda não ajustou sistema, cadastro ou rotina contábil, maio virou o mês decisivo para testar emissão, revisar procedimentos e evitar falhas logo na virada.
O que muda na prática
A principal mudança é o abandono de formatos antigos em operações cobertas pela nova regra estadual.
- O contribuinte precisa verificar se ainda usa nota modelo 1 ou 1-A.
- Depois, deve confirmar se o sistema está apto para emitir NF-e modelo 55.
- Nos casos permitidos, a NFA-e passa a substituir a nota fiscal avulsa.
- Erros de transição podem travar venda, transporte ou regularização contábil.
A Secretaria da Fazenda também publicou atos tributários no fim de abril com vigência a partir de 1º de maio, reforçando o ambiente de atualização normativa neste início de segundo trimestre.
Por que o assunto ganha relevância em Florianópolis agora
Embora a norma seja estadual, Florianópolis concentra a produção política e administrativa da mudança. É daqui que saem decretos, orientações e parte da pressão por conformidade tributária.
O tema também chega num momento em que a capital lida com outros processos de modernização administrativa, urbanística e digital, impulsionados por novos instrumentos de planejamento público.
No campo econômico, a exigência amplia a integração entre fiscalização, contabilidade e circulação de mercadorias, o que pode acelerar a padronização de procedimentos em vários setores.
Há ainda um fator de calendário: faltam poucas semanas para a exigência entrar em vigor, sem espaço para longa curva de aprendizagem nas empresas menores.
- Comércio e distribuição precisam revisar emissão fiscal
- Contabilidades terão aumento de demanda de ajuste
- Produtores devem checar enquadramento e operação
- Transportadores podem exigir documentação correta na origem
Clima de adaptação se soma a outras frentes abertas no estado
O movimento ocorre em meio a uma agenda estadual carregada. Nos primeiros dias de maio, Santa Catarina também concentrou alertas meteorológicos para chuva persistente e possíveis transtornos na Grande Florianópolis.
Segundo nota da Defesa Civil, a chuva persistiu entre 9 e 10 de maio na metade leste do estado, com possibilidade de alagamentos e impactos locais.
Esse contexto reforça a pressão sobre empresas e prestadores de serviço, que precisam lidar ao mesmo tempo com operação, clima e atualização regulatória.
Na capital, o ambiente de mudanças também aparece em plataformas municipais de planejamento, que vêm reunindo projetos, consultas e instrumentos urbanos atualizados ao longo de 2026.
Entre eles está a lista de estudos e consultas urbanas em análise no município, editada em 7 de maio, sinalizando um ciclo mais amplo de reordenamento administrativo.
O que observar até 1º de junho
O cenário agora é de contagem regressiva. A mudança já tem data certa e não depende de nova consulta pública para começar a valer.
Para empresas e profissionais, o foco imediato é operacional: testar emissão, conferir enquadramento e alinhar rotinas com a contabilidade antes do prazo final.
Para Florianópolis, o tema representa mais um fato concreto desta segunda-feira, 11 de maio de 2026: a capital virou o centro de uma transição fiscal com efeito direto sobre negócios em todo o estado.
Se não houver nova postergação oficial até lá, junho começará com uma regra mais rígida e totalmente digital para parte relevante das operações tributárias catarinenses.
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