Florianópolis ganhou neste mês um novo eixo de planejamento climático na porção continental. A prefeitura apresentou uma proposta para ligar Coqueiros e Estreito por corredores verdes, travessias e áreas de lazer.
O projeto foi publicado na plataforma oficial de planejamento urbano em 5 de maio. A iniciativa mira uma área de 399 hectares e conecta mobilidade, drenagem e arborização.
Segundo o material técnico, a proposta foi selecionada por um programa de aceleração voltado ao calor urbano com apoio do WRI Brasil e da Google.org, o que amplia a visibilidade do plano fora de Santa Catarina.
O que prevê a intervenção urbana
O desenho concentra intervenções no território entre a BR-282 e a Avenida Governador Ivo Silveira. A meta é reduzir ilhas de calor, alagamentos recorrentes e barreiras à circulação de pedestres.
Entre os principais números, o projeto prevê 16 corredores verdes com 24,9 quilômetros de vias qualificadas. A rede deve interligar equipamentos públicos, áreas sociais e espaços livres.
Também estão previstas novas conexões para quem caminha ou pedala. O plano inclui uma nova transposição da BR-282 e a requalificação de outras sete passagens já existentes.
- 13 novas áreas verdes de lazer, somando 13,2 hectares
- 20 áreas verdes existentes com qualificação urbana
- 81 parklets verdes distribuídos ao longo das vias
- 2 caminhos de orla com 2,6 quilômetros junto à água
A proposta ainda reúne soluções de drenagem e tratamento ambiental. Estão listados um wetland de 5 mil metros quadrados, jardins filtrantes, bacias de retenção e jardins de chuva.

Meta é reduzir temperatura e ampliar resiliência
O impacto esperado é direto no conforto térmico. O dossiê técnico estima redução média de 1,3°C na área total e de até 2,5°C nos corredores verdes.
Esse movimento dialoga com outro diagnóstico divulgado pela própria prefeitura. No plano municipal de arborização, Florianópolis informa que apenas 47,14% das vias públicas urbanizadas têm arborização, apesar da ampla cobertura vegetal no conjunto do território.
Na prática, a cidade tenta enfrentar um contraste conhecido por moradores. Há grande presença de vegetação em morros e parques, mas falta sombra em ruas, calçadas e travessias urbanas.
- mitigação de alagamentos
- melhoria da qualidade da água
- redução de emissões de gases de efeito estufa
- estímulo à mobilidade ativa
O material oficial aponta benefício direto para mais de 23 mil moradores. O efeito ampliado, porém, alcançaria usuários da região continental e da Grande Florianópolis.
Próximos passos e desafio de execução
O projeto ainda não está em fase de obra. As próximas etapas incluem estudos executivos, governança, licenciamento, captação de recursos e posterior implantação.
Esse ponto será decisivo para medir a velocidade da proposta. Sem financiamento definido e cronograma de execução publicado, o plano segue como diretriz técnica, e não como intervenção imediata.
A aposta, porém, reforça a estratégia de adaptação climática em Florianópolis. Em paralelo, a cidade já vinha estruturando políticas ambientais mais amplas, como uma agenda recente de equipamentos e espaços públicos em funcionamento na capital, sinalizando pressão crescente por áreas urbanas mais qualificadas.
Se sair do papel, a conexão verde entre Coqueiros e Estreito pode se tornar um dos projetos mais ambiciosos da Florianópolis continental em 2026, com foco menos ornamental e mais estrutural.
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