Florianópolis recebe julgamento do caso Ana Beatriz Schelter hoje

Publicado por Marcelo Neves em 12 de maio de 2026 às 02:49. Atualizado em 11 de maio de 2026 às 02:49.

O Tribunal do Júri da Capital realiza nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, em Florianópolis, a primeira sessão do caso Ana Beatriz Schelter, assassinada aos 12 anos em Rio do Sul.

A transferência do julgamento para a capital catarinense ocorreu após pedido da defesa, aceito pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em fevereiro deste ano.

Segundo o Ministério Público, o processo apura crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual contra um dos réus nesta primeira etapa.

O que será julgado em Florianópolis nesta terça

De acordo com o aviso oficial do júri marcado para 12 de maio de 2026, a sessão ocorre no Tribunal do Júri da Comarca da Capital.

Esta será a primeira sessão de julgamento do processo que investiga a morte da adolescente, ocorrida em março de 2016, no Alto Vale do Itajaí.

O caso foi desmembrado pela Justiça. Nesta data, apenas um dos acusados senta no banco dos réus, enquanto os demais deverão ser julgados separadamente.

O Ministério Público informou que os outros réus têm sessão prevista para 25 de junho de 2026, também após a reorganização processual definida pelo Judiciário.

  • Data: 12 de maio de 2026
  • Local: Tribunal do Júri da Comarca da Capital
  • Cidade: Florianópolis
  • Etapa: primeira sessão do caso
Tribunal em Florianópolis reunindo pessoas para o julgamento de Ana Beatriz
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Relembre o crime que marcou Santa Catarina

Ana Beatriz tinha 12 anos quando saiu de casa para ir ao colégio, em Rio do Sul, e desapareceu no trajeto, que seria de poucos minutos.

No dia seguinte, o corpo foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470, em uma cena inicialmente montada para simular suicídio.

A perícia descartou essa hipótese e concluiu que a vítima sofreu violência sexual e morreu por asfixia mediante esganadura, conforme a denúncia do Ministério Público.

O caso ganhou enorme repercussão em Santa Catarina e atravessou uma década entre investigação, denúncias, recursos e decisões sobre a competência do julgamento.

  1. Março de 2016: Ana Beatriz desaparece em Rio do Sul.
  2. Dia seguinte: corpo é localizado às margens da BR-470.
  3. Anos seguintes: investigação, denúncia e decisão de pronúncia.
  4. Fevereiro de 2026: TJSC autoriza o desaforamento para Florianópolis.
  5. 12 de maio de 2026: ocorre a primeira sessão do júri.

Por que o julgamento saiu de Rio do Sul

O deslocamento para Florianópolis ocorreu por meio de desaforamento, mecanismo legal usado quando se entende que a repercussão local pode afetar a imparcialidade do júri.

Segundo o Ministério Público, o pedido partiu da defesa dos réus e foi deferido pelo Tribunal de Justiça catarinense em fevereiro de 2026.

Na explicação publicada pelo próprio órgão, o Tribunal do Júri da Capital mantém agenda ativa de sessões criminais em Florianópolis, o que reforça a estrutura para receber processos de grande repercussão.

O MPSC afirmou que não recorreu da mudança, embora não apontasse impedimentos para o julgamento em Rio do Sul, para evitar mais demora no desfecho.

A avaliação institucional foi de que um novo recurso poderia prolongar ainda mais a tramitação de um caso que já supera dez anos.

O que observar a partir desta sessão

A sessão desta terça deve concentrar atenção sobre a condução do júri, a apresentação das teses da acusação e da defesa e a reação dos familiares.

Como o processo foi desmembrado, o resultado de hoje não encerra todo o caso. Ainda restará o julgamento dos demais acusados em junho.

O histórico recente do Judiciário mostra que casos criminais de forte repercussão seguem mobilizando instituições em Santa Catarina, especialmente quando envolvem violência extrema.

Em Florianópolis, a expectativa é de sessão longa, com forte simbolismo para a família da vítima e para uma investigação que se tornou uma das mais conhecidas do estado.

Mais do que a transferência geográfica, o júri na capital recoloca o caso no centro do debate público e jurídico exatamente dez anos após o crime.

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