Florianópolis suspende transporte aquaviário até 10 de julho de 2026

Publicado por Marcelo Neves em 2 de maio de 2026 às 04:49. Atualizado em 2 de maio de 2026 às 04:49.

A temporada da tainha abriu um novo embate em Florianópolis. Desde quinta-feira, 1º de maio de 2026, está suspenso o transporte aquaviário de passageiros para a Ilha do Campeche.

A medida vale até 10 de julho e foi adotada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente para proteger a pesca artesanal, patrimônio cultural da capital catarinense.

O bloqueio atinge passeios turísticos, embarcações recreativas e serviços individuais ou coletivos. A exceção fica para fiscalização, resgate, pesquisa autorizada e barcos de pescadores credenciados.

O que a portaria determina para a Ilha do Campeche

A portaria municipal prevê a interrupção de qualquer serviço de transporte aquaviário com origem, trânsito ou destino à ilha durante o pico da safra.

Segundo o texto oficial, a suspensão vai de 1º de maio a 10 de julho de 2026 e abrange operações comerciais, turísticas, esportivas e de recreio.

A norma argumenta que ondas, ruídos e movimentação intensa na água afugentam os cardumes e afetam diretamente o arrasto de praia.

O município também afirma que a decisão busca conciliar conservação ambiental, proteção do patrimônio cultural e sustento de famílias ligadas à atividade pesqueira.

  • Transporte turístico fica interrompido no período.
  • Passeios recreativos também entram na proibição.
  • Fiscalização e salvamento seguem autorizados.
  • Pesquisa científica depende de autorização prévia.

Por que a safra de 2026 elevou a tensão no litoral catarinense

A discussão ocorre num ano de regras federais renovadas para a tainha. O governo aumentou em cerca de 20% a cota total de captura para 2026.

De acordo com o Ministério da Pesca, o limite total chegou a 8.168 toneladas nas regiões Sudeste e Sul.

Para o arrasto de praia, modalidade central em Florianópolis, a cota definida foi de 1.332 toneladas no mar territorial adjacente a Santa Catarina.

Já o emalhe anilhado ficou com 1.094 toneladas, enquanto o cerco ou traineira recebeu 720 toneladas. O emalhe costeiro de superfície terá 2.070 toneladas.

  • Arrasto de praia: 1.332 toneladas.
  • Emalhe anilhado: 1.094 toneladas.
  • Cerco ou traineira: 720 toneladas.
  • Emalhe costeiro de superfície: 2.070 toneladas.

Impacto imediato para turismo, barqueiros e pescadores

A interrupção da travessia muda a rotina de operadores de turismo náutico no início de maio, período em que a procura pela ilha costuma crescer.

Ao mesmo tempo, reforça a prioridade dada à pesca artesanal, atividade que tem peso econômico e simbólico nas praias do sul e do leste da ilha.

Na prática, a prefeitura escolheu reduzir o conflito entre usos do mar. O objetivo é garantir mais tranquilidade nas áreas onde os vigias observam a aproximação dos cardumes.

Para os pescadores, a leitura é simples: menos interferência no mar pode significar maior chance de sucesso numa safra decisiva para a renda anual.

Quem pode acessar a área durante a restrição

Nem todo tráfego marítimo foi vetado. A portaria preserva operações consideradas essenciais ou ligadas à própria atividade pesqueira.

  1. Barcos de pescadores artesanais credenciados.
  2. Embarcações de fiscalização ambiental e de segurança.
  3. Operações de salvamento e resgate.
  4. Pesquisas científicas com autorização dos órgãos competentes.

O cenário político e regulatório da safra ainda está em aberto

O debate não termina na restrição ao Campeche. Em Santa Catarina, o governo estadual mantém críticas às cotas federais, especialmente sobre modalidades que atuam no litoral catarinense.

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca afirma que o Estado estuda nova reação judicial às restrições impostas para 2026.

Esse ambiente amplia a pressão sobre Florianópolis. A cidade entra na safra tentando proteger sua tradição pesqueira enquanto administra perdas temporárias no turismo embarcado.

Até 10 de julho, a Ilha do Campeche deixa de ser apenas cartão-postal. Ela vira o centro de uma disputa concreta entre economia turística, regulação ambiental e cultura tradicional.

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